Dia 6 de março (sexta-feira) às 20h na Casa do Comum vou fazer um ensaio aberto da Ode Triunfal, minha próxima criação que irá estrear em abril na Biblioteca de Marvila.

Será a primeira abertura deste processo que vem sendo feito com o mínimo de apoio e muito desejo de criar, de sonhar, de cultivar o encanto e a beleza, e também de refletir o que temos feito de nós.

O ponto de partida é o poema homónimo de Álvaro de Campos: um canto de raiva e derrota da civilização moderna e do progresso tecnológico, onde evoca-se, com ironia mordaz, a desumanização, a hipocrisia, a miséria, a futilidade, os falhanços do mundo tecnológico, a corrupção, os escândalos políticos e financeiros, as guerras e tudo aquilo que configura a decadência do progresso. Um hino sensacionista sobre essa contemporaneidade que foi a de Pessoa e que agora, por mais estranho que possa parecer, é aquela em que nos detemos por nos estar ainda tão próxima.

Ficha artística e técnica:

Direção artística, encenação e interpretação: Gustavo Antunes
Músico: Zeh Antunes
Apoio à criação: Yael Karavan
Assistência de encenação: Julia Medina
Desenho de luz: Roger Madureira
Produção: LAP – Laboratório de Artes Performativas
Registo audiovisual: Nora Graeve
Apoios: Câmara Municipal de Lisboa/Biblioteca de Marvila, Casa do Comum e Companhia Olga Roriz.