Esta exposição nasce de um projeto de investigação dedicado à valorização e revitalização do arquivo pessoal do intelectual e político angolano Mário Pinto de Andrade. Para além da investigação académica e da produção de conhecimento histórico, o projeto procurou explorar o arquivo como um espaço de memória, criação e imaginação, aberto a novas leituras e interpretações.

Neste contexto, três artistas foram convidados a desenvolver trabalhos inéditos a partir de uma seleção de documentos do arquivo. O desafio consistiu em estabelecer um diálogo singular com esses materiais, fazendo com que deixassem de ser apenas testemunhos do passado para se tornarem matéria de criação artística no presente.

O resultado é Arquivo Vivo, uma exposição que reúne formatos e linguagens distintas através das obras de Lino Damião, Raquel Lima e João Ana. As suas propostas revelam novas formas de reimaginar e de se reapropriar do passado e convidam o público a pensar o arquivo como um espaço vivo e em transformação.