De 3 a 7 de junho, acontece em Lisboa a Mostra de Cinema Piracema Nu Bai, com foco no cinema Indígena, Negro e Periférico. O festival faz parte das iniciativas de extensão do projeto EDGES. A Mostra acontecerá em vários espaços da Grande Lisboa – Casa do Comum, Cinema Fernando Lopes e Mbongi 67, reunindo cineastas indígenas da América Latina e realizadores negros residentes em Portugal e na Europa.
A mostra propõe um olhar inovador sobre cinematografias historicamente marginalizadas no circuito cultural, promovendo o encontro entre diferentes expressões estéticas e experiências de resistência. Enquanto cineastas e pensadores indígenas, estarão presentes Olinda Tupinambá e Ziel Karapotó (Brasil), Francisco Huichaqueo (Chile), Citlalli Andrago e Joshi Espinosa (Equador), que dialogarão com realizadores afrodescendentes baseados na Europa.
Programa: https://edges.fcsh.unl.pt/piracema-nubai-mostra-de-cinema-indigena-negro-e-periferico/
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21H30 | FLORESTA É CINEMA
Blow (Pocas Pascoal, 2024, 10’)
Os caminhos outrora percorridos agora não levam a lugar nenhum, no silêncio desta floresta perdida. Um espaço que se tornou quase estéril, mas onde ainda há esperança de reconciliação.
Aguyjevete Avaxi’i (Kerexu Martins, 2023, 21’)
Uma celebração da retomada do plantio das variedades do milho tradicional do povo Guarani M’bya na aldeia Kalipety, onde antes havia uma área seca e degradada, consequência de décadas de monocultura de eucalipto.
Mãri hi – A Árvore do Sonho (Morzaniel Ɨramari, 2023, 18’)
Quando as flores da árvore Mãri desabrocham surgem os sonhos. As palavras de um grande xamã conduzem uma experiência onírica através da sinergia entre cinema e sonho yanomami, apresentando poéticas e ensinamentos dos povos da floresta.
Bakish Rao: Plantas en Lucha (Comando Matico e Denilson Baniwa, 2024, 16’)
O filme é uma ficção científica que especula sobre as plantations e o futuro do planeta a partir da perspectiva das plantas e através da experimentação com o universo vegetal. Assim, descentrada a perspectiva humana, é uma experiência colaborativa entre linguagens artísticas e debates científicos, bem como um ensaio que explora os limites da comunicação propondo uma especulação multiespécies para narrar a história da destruição da floresta e as formas de resistência à homogeneização ecológica e do pensamento.
The Return to the Amazon: escaping Ecuador’s Covid outbreak (Eriberto Gualinga, 2021, 17’)
While millions of people around the world have gone into lockdown amid the coronavirus crisis, a family in the Ecuadorian Amazon has opted to move deeper into the relative safety of the jungle.