O PRIMEIRO GRANDE ESTUDO DA «OBRA EM REVOLUÇÃO» DE JOÃO ABEL MANTA, REUNINDO A MAIS VASTA AMOSTRA DE UM TRABALHO GRÁFICO VIVO, QUE É TAMBÉM O SÍMBOLO DE UMA ÉPOCA.

Em Abril de 1974, João Abel Manta tinha já feito uma revolução no cartoon nacional. No ano e meio que se seguiu, juntou essa revolução nas folhas de jornal à que corria pelas ruas, onde o seu cartaz «MFA, POVO» se tornou num símbolo desses dias.
Passado o tempo das utopias, ainda regressou para nos lembrar dos anos de Salazar e avisar da importância de combater esse fantasma, combate que ele começara ainda na adolescência. Essa obra em revolução — uma das mais importantes no século XX português — continua viva e tem aqui o seu primeiro estudo.

«Cinco da manhã. Deram‑me logo o alarme, liguei o rádio e pus‑me à escuta. (…) Fiquei tão entusiasmado que nunca mais parei — comecei, nesse mesmo dia, a fazer tantos bonecos que até sobravam para o dia seguinte!»
— João Abel Manta