Tentar descrever e enquadrar um repertório de Adler Jack é um exercício verdadeiramente exigente, semelhante a tentar decifrar um enigma que se transfigura a cada tentativa de solução. Incapaz de se contentar com a estabilidade de uma identidade fixa, o artista conimbricense parece condenado a um destino de constante mudança, tecendo um catálogo que desafia qualquer expectativa de coerência.
No seu mais recente álbum, batizado de Flor da Pele, o artista de 22 anos explora os universos sonoros da música eletrónica de dança, Plunderphonics, Downtempo, Trip-hop e Ambient, numa mistura coesa entre estas diversas e aparentemente contraditórias linguagens musicais. Este novo álbum imita a vida nas suas montanhas-russas, assumindo-se como um conjunto vibrante e eclético de dez músicas que convidam tanto à dança como à contemplação.