O futuro era agora – O espírito do PREC

O PREC foi um tempo em que os de baixo tratavam patrões e doutores por tu e lhes falavam cara a cara e sem medo. Um tempo em que tinham voz, os de cima tinham de os ouvir e muitas vezes dobrar-se à sua vontade.

Dezenas de milhares de trabalhadores ouvem falar de liberdade e tomam-na para si. Até então dominados pelo ambiente de trevas do fascismo, perdem o medo e passam a reclamar o que lhes é devido. Foram dezenove meses de “poder popular”, à revelia do programa do MFA, dos partidos políticos e dos patrões e banqueiros.

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Não contem connosco!

É bom que os jovens e as jovens portuguesas não queiram ser carne para canhão em guerras que não são suas, indo a milhares de quilómetros de distância para agredir, metralhar, bombardear, e policiar populações que nunca lhes fizeram qualquer mal e muitas vezes nem sequer conhecem. Os que mandam não se importam de desbaratar vidas e recursos em guerras e intervenções militares, servindo interesses estranhos a quem trabalha, só porque os donos do mundo assim o querem.