A partir de uma seleção de cartas do arquivo de Mário Pinto de Andrade, Raquel Lima cria uma performance autobiográfica que cruza a vivência do intelectual angolano com as suas próprias questões de luta e família. Nas palavras da artista: “Uma performance feita a várias vozes, geografias, sotaques, cartas, imagens e desabafos – a construção de um caleidoscópio de afetos rizomáticos de luta e celebração. Uma alvorada da revolução, que se repete com correspondências, que tanto podem ser a claridade da manhã, o primeiro toque militar matutino, o canto das aves ao amanhecer ou uma cantiga das amizades, que se celebram na mais honesta caligrafia”.
2026/06/21
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