O trabalho de Constança Villaverde Rosado (Lisboa, 1996) debruça-se sobre o olhar e a memória. Por vezes real, outras onírica, a sua materialização alia-se à pintura, ao vídeo e ao som, refletindo sobre os diferentes vislumbres dessa imagem mental. Para além dos trabalhos isolados, encontram-se sequências que se aproximam do pensamento cinematográfico, propondo a presença de um enigma entre a imagem passada e a imagem em movimento. Acompanhadas de uma poética da transformação sempre presente em pequenas afinidades — na temperatura cromática, luz e escala — a artista expande o conceito de lógica narrativa e potencia a ideia do observador enquanto personagem voyeur.
Expõe regularmente desde 2015, alguns destaques são “Memórias” com Daisy Eltenton (Espaço Cultural Manteigaria, Lisboa, Portugal, 2016); “La sensation du bruit” (Nuits des Arènes, Paris, França, 2016); “Dez Anos Depois do Dia de Hoje” (Casa da Cultura, Setúbal, Portugal, 2019); “Manda os teus pais passear” (Cultura em Expansão, Porto, Portugal, 2019); “Pour te nommer,liberté” (Casa das Artes de Tavira, Portugal, 2023)