De 3 a 7 de junho, acontece em Lisboa a Mostra de Cinema Piracema Nu Bai, com foco no cinema Indígena, Negro e Periférico. O festival faz parte das iniciativas de extensão do projeto EDGES. A Mostra acontecerá em vários espaços da Grande Lisboa – Casa do Comum, Cinema Fernando Lopes e Mbongi 67, reunindo cineastas indígenas da América Latina e realizadores negros residentes em Portugal e na Europa.
A mostra propõe um olhar inovador sobre cinematografias historicamente marginalizadas no circuito cultural, promovendo o encontro entre diferentes expressões estéticas e experiências de resistência. Enquanto cineastas e pensadores indígenas, estarão presentes Olinda Tupinambá e Ziel Karapotó (Brasil), Francisco Huichaqueo (Chile), Citlalli Andrago e Joshi Espinosa (Equador), que dialogarão com realizadores afrodescendentes baseados na Europa.
Programa: https://edges.fcsh.unl.pt/piracema-nubai-mostra-de-cinema-indigena-negro-e-periferico/
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19H | SOM ANCESTRAL
Realizadores presentes: Francisco Huichaqueo, Olinda Tupinambá
Kuifi ül / Sinodo Antiguo (Francisco Huichaqueo, 2020, 10’)
Filmada el primer día de Wiñol tripantü, está habitada por el canto del trutruka, un instrumento de viento que resuena en los cerros y en todo el territorio durante varios días durante la ceremonia.
Kuifi ül el sonido de los ancestros humanos y no humanos han surcado el tiempo para estar en tiemnpo presente, el sonido antiguo ha acompañado a la gran comunidad mapuche fortaleciendo nuestra espiritualidad. La funsión de los trutrukeron es heredada familiarmente al igual que la Kalfümalen que cabalga con su padre por los bosques mapuche camino a la gran ceremonia del Nguillatun. Kuifi ül es el sonido antiguo de los cuerpos de agua, de los bosques profundos del wallmapu y nuestra memoria en forma de ül. Territorio Ancestral: Wallmapu, Malhuehue comunidad Mapuche Chile.
Áfrika (Ilda Vaz Kontadera, 4’)
Áfrika é o primeiro single da kontadera Ilda Vaz. Com letra de sua autoria e produção de prétu, com guitarra e cavaquinho de John D’Brava, este tema é um primeiro sentir do prolifico e profundo imaginário e sentido crítico da artista. Áfrika faz-se sentir com batuku, eletrónica e a energia das palavras vibrantes de Ilda Vaz Kontadera .
A Kalunga de Ossayn (Joni, 2023, 9’)
Montagem e captação da performance A Kalunga de Ossayn para Tony Omulu, em Lisboa, exibido na Junta de Freguesia da Misericórdia.
Ibirapema (Olinda Tupinambá, 2022, 50’)
Viajando entre o mundo mítico e o mundo cotidiano, Ibirapema, uma indígena Tupinambá, se transmuta e percorre o espaço e o tempo, dialogando, por onde passa, com o mundo da arte ocidental, com a cidade e seus espaços de concreto e florestas domesticadas.